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Alface que ajuda a prevenir doenças chega em até 5 anos

Notícias 10 de novembro de 2012

A Embrapa promete colocar no mercado em até cinco anos uma alface transgênica com concentração 15 vezes maior de folato. Em fase de estudos, a hortaliça, com apenas 12 gramas, poderá suprir 70% da necessidade diária de ácido fólico, cuja ausência no organismo pode causar de depressão a problemas na gravidez.
O projeto, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, desenvolveu uma alface crespa com genes da planta Arabidopsis thaliana, primeira espécie a ter o geno-ma completamente sequenciado.

Após serem realizados os testes, a venda do produto dependerá da liberação na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.

“A principal função dessa alface será servir como alternativa para obtenção de ácido fólico, sem ingestão de medicamentos”, afirma o pesquisador Francisco Aragão, que coordena a pesquisa.

Segundo ele, a idéia é exercer o mesmo tipo de função que o espinafre possui na Europa – no país, a erva consumida é produzida na Nova Zelândia e possui baixa concentração de folato.

“Futuramente, será possível inserir esse gene para a criação de outras espécies transgênicas de alface”, afirma Aragão.

Nos homens adultos, é indicada a ingestão de 200 microgramas por dia, enquanto que para as mulheres a recomendação é de 180 microgramas. Para complementar a alimentação, há 10 anos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que o ácido fólico seja acrescentado à farinha industrializada.

A medida inclui 150 miligramas de ácido a cada 100 g das farinhas de trigo, milho e mandioca. Alguns especialistas suspeitam, porém, que a medida é pouco eficiente em estados com menos recursos, onde o consumo de farinha é majoritariamente de origem artesanal.

Segundo o médico Eduardo Fonseca, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), estudos mostram que o consumo de ácido fólico por gestantes reduz em até 80% os casos de má-formação, como espinha bífida e anencefalia. Na gravidez, a dose diária recomendada dobra para 400 microgramas.

Fonte: A Tribuna – VITORIA – (ES) – 10/11/2012