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Áreas de refúgio ajudam no controle de pragas da soja

Notícias 18 de fevereiro de 2016

“A instalação de áreas de refúgio ajuda no controle de pragas da soja em cultivos com culturas transgênicas Bt”. A afirmação é do engenheiro agrônomo e técnico da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS, Lucas Pinheiro, sobre o sistema que consiste na implantação de uma porcentagem do total da área da lavoura de soja com plantas sem transgenia. Esta prática é fundamental para reduzir o risco de seleção de pragas resistentes ao Bacillus thuringiensis, ou simplesmente Bt, como é usualmente conhecido.

Pinheiro e mais quatorze profissionais do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS participaram de um treinamento sobre a fundamentação das áreas de refúgio na semana passada. “O refúgio traz diversos benefícios ao produtor, pois contribui para que as pragas não fiquem resistentes à planta transgênica, evitando assim o uso de agroquímicos para controle”, explica o especialista da Aprosoja/MS.

Segundo o engenheiro agrônomo, as áreas de refúgio devem ocupar um percentual de 20% do espaço de cultivo em relação ao total de soja transgênica Bt plantada na propriedade. O produtor tem que respeitar ainda um limite máximo de 800 metros de distância a partir de uma lavoura transgênica, permitindo assim que os insetos transitem entre as duas áreas. “O produtor não pode considerar o cultivo de áreas de propriedades vizinhas como área de refúgio”.  Ao implantar a área de refúgio, na explicação de Pinheiro, os insetos que estão nesta área podem cruzar com insetos originários das áreas de cultivo de soja transgênica Bt, gerando indivíduos que mantém a susceptibilidade ao Bacillus thuringiensis e, com isso, reduzindo o risco resistência.

Na avaliação da analista técnica do Sistema Famasul, Ana Beatriz Paiva, o treinamento realizado na sede da instituição é importante porque propicia aos técnicos informações atualizadas sobre o tema, e “estes, ao visitarem os produtores no campo, podem repassar estas informações”.

Já para o gestor do Departamento Técnico do Sistema Famasul, Justino Mendes, o treinamento servirá para que seja ampliado o acesso às informações referente às áreas de refúgio nas lavouras.  “Com o treinamento nossa equipe poderá levar ao produtor rural a necessidade de se fazer o refúgio para que as pragas não fiquem resistentes ao Bacillus thuringiensis, que é um dos agentes biológicos incorporados às plantas transgênicas Bt. Com isso, os  instrutores, especialmente aqueles que fazem parte da equipe de instrutores do Programa Soja Plus e equipe de técnicos da Aprosoja, que atuam no Programa Siga MS, no levantamento de dados de campo, poderão levar a quem está na ponta da cadeia produtiva os conhecimentos adquiridos no evento”.

Sobre o Soja Plus e o Siga/MS –  O Soja Plus é uma parceria entre a Abiove – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, Senar/MS, Sistema Famasul, entre outras entidades representativas do setor. A meta é  oferecer um programa de gestão rural eficiente para produtores rurais, que resultará em melhoria na produção e atendimento dos aspectos ambientais e sociais de uma empresa rural.

Já o Siga/MS – Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio é uma ferramenta de monitoramento da Aprosoja/MS, que traz o acompanhamento do andamento do plantio e colheita de culturas como milho, soja, algodão, cana, além da previsão climática e viabilidade logística de grãos, entre outros fatores determinantes para uma boa safra.

Sobre o Sistema Famasul

O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.

O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.

Fonte: Famasul