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Produtividade é a principal vantagem no uso de transgênico, mostra estudo.

Notícias 17 de janeiro de 2013

Ganho vem principalmente do desempenho das lavouras de milho

Alvo de intensa polêmica no lançamento, os cultivos transgênicos obtiveram ganhos de produtividade que são hoje a grande vantagem econômica da tecnologia no país. Representam 51% dos US$ 18,8 bilhões acumulados desde a adoção dos organismos geneticamente modificados – na safra 1996/1997–, segundo estudo divulgado pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), a partir de dados da Céleres consultoria.

Essa fatia respondia por 44% até o estudo anterior e era ainda menor até 2009/2010: 27%. Em contrapartida, a redução de custos (52% em 2009/2010) caiu para 37% no relatório seguinte e, agora, chegou a 30%. Somados, ganhos com produtividade e redução de custos chegam a 81% dos benefícios econômicos gerados pelo uso de sementes geneticamente modificadas. Grande parte desse desempenho vem do milho, observa Anderson Galvão, da Céleres:

– O ganho em produtividade parte essencialmente desse grão.

Realizado com 360 agricultores dos principais Estados entre abril e junho, o trabalho confirma a ascensão do milho nas lavouras transgênicas – a cultura já ocupava a dianteira no levantamento do ano anterior, à frente da soja. Mas mostra pela primeira vez que o resultado de produção é mais relevante do que a simples redução de custos.

– Com o milho transgênico (a partir da safra 2008/2009), o ganho do produtor é o principal componente – explica Galvão, em referência a características do grão, como resistência a insetos.

Outro ponto importante, afirma o presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto, é a lucratividade. De acordo com o estudo, o milho agora paga R$ 3 para cada real investido – na safra anterior, o valor era de R$ 2,60. Para efeito de comparação com o grão “comum”: em uma propriedade com 50 hectares, a estimativa de renda adicional é de US$ 100 mil em quatro anos.

No Rio Grande do Sul , o milho transgênico alcançou 76,6% da área plantada das lavouras na safra 2011/12 e deve chegar a 88,6% em 2012/13. Ainda está abaixo da soja modificada, que já representa 99% da área plantada da lavoura gaúcha.

– Se está crescendo, é porque o agricultor vê vantagem – avalia o presidente da Abrasem.

No país, o milho ampliou para 58% o domínio nas lavouras geneticamente modificadas. Para a safra 2012/2013, estima-se que 37,1 milhão de hectares serão semeados com transgênicos no Brasil, contabilizando-se soja, milho e algodão.

 

Zero Hora (Online) – PORTO ALEGRE – (RS) – 17/01/2013 – Notícias

Link: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/01/p