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Rotação de culturas pode garantir alta rentabilidade em lavouras de soja

Notícias 3 de dezembro de 2012

Plantio direto de soja sobre palha de milheto com 20 dias após germinação Durante a expedição Soja Brasil, o consultor técnico da equipe, Áureo Lantmann, vai produzir conteúdos técnicos sobre as lavouras visitadas pelo grupo. Este relatório fala sobre a rotação de culturas. Confira:
No mês de novembro, em Chapadão do Sul, (MS), a equipe do Soja Brasil esteve na fazenda Campo Bom, que neste ano vai cultivar 14,6 mil hectares (ha) de soja. A fazenda tem um ótimo sistema de planejamento, com 208 funcionários e uma meta de rendimento médio de soja de 58,28 sacas/ha nesta safra 2012/2013, que em função do conjunto de tecnologias adotado deverá ser superado. A rotação de culturas e um perfeito sistema de plantio direto têm assegurado alta rentabilidade, com US$ 348,00/ha/ano para a soja.

 

A soja, o milho safra, o algodão e o milho safrinha são rotacionados de forma que a soja só seja cultivada em um talhão durante duas safras seguidas. São incluídos no sistema o milheto e o nabo. O milheto destaca-se como uma das principais culturas, devido ao seu rápido desenvolvimento vegetativo, pois atinge 5 a 8 t/ha de matéria seca aos 45 a 60 dias após a semeadura, proporcionando excelente cobertura do solo. O uso do milheto visa à reposição da palhada em área de plantio direto.

 

O sistema de rotação de culturas adotado na fazenda com o algodão tem proporcionado uma grande redução no custo de produção da soja. A quantidade de adubo usada no algodão, cerca de 1300 ate 1600 kg/ha, gera um efeito residual dessa adubação da qual a soja pode aproveitar, desde que as condições físicas e químicas do solo sejam adequadas.

 

Essas condições acontecem quando, por exemplo, o teor de matéria orgânica do solo é bom, e isso é obtido quando se pratica um sistema de rotação em que participam culturas para a produção de palha. Em média, a adubação utilizada para soja na fazenda é de 300 kg/ha da formula 02-30-10, porém quando a soja vem depois do algodão, essa quantidade é reduzida para 100 kg/ha, sem nenhum prejuízo de rendimento.
Fonte: Canal Rural – SÃO PAULO – (SP) – 03/12/2012