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Transgênicos: mais da metade da área cultivada na safra 2012/2013 no Brasil

Notícias 29 de março de 2013

Estudo divulgado pela Céleres, uma das consultorias especializadas em agronegócio mais respeitadas do Brasil, mostrou que a área plantada com sementes geneticamente modificadas de soja, milho e algodão cresceu 14% no último ano, chegando a 37,1 milhões de hectares, um aumento de 4,6 milhões em relação ao ano anterior. De acordo com o IBGE, a previsão é de uma área recorde dedicada à atividade agrícola em 2013, com 67,7 milhões de hectares. O cruzamento dos dados do IBGE com os da consultoria mostra que os transgênicos responderão por 54,8% de toda a área cultivada na safra 2012/2013 no país. A soja se mantém na liderança em termos de área plantada com transgênicos, com um total de 24,4 milhões de hectares ou 65,5% da área total dedicada a essa cultura. Os híbridos de milho verão e inverno vêm em seguida, com 12,2 milhões de hectares, ocupando cerca de 33% das terras. Já o algodão ocupa 550 mil hectares, o equivalente a 1,5% da área total plantada. Na análise regional, o estado de Mato Grosso é o líder entre os que adotam a biotecnologia agrícola, com 9,9 milhões de hectares, seguido pelo Paraná, com 6,8 milhões, e pelo Rio Grande do Sul, com 5,4 milhões. O maior incremento ocorreu também nesse estado, com dois milhões de hectares cultivados com sementes derivadas da biotecnologia, seguido de Goiás, com 500 mil. “O Mato Grosso continuará como líder dos estados que adotam os transgênicos devido à amplitude territorial. Mesmo com a existência de programas pró-soja convencional, a maioria dos agricultores continuará utilizando a tecnologia transgênica”, explica Jorge Attie, analista de Biotecnologia da Céleres. Com base no estudo, a tecnologia mais utilizada no Brasil é a tolerante a herbicidas, com 25,7 milhões de hectares, um crescimento de quase quatro milhões em relação à safra 2011/2012. Já a de resistência a insetos vem em segundo lugar com 5,8 milhões de hectares, um aumento de 450 mil em relação ao ano anterior. Os produtos derivados d a biotecnologia que possuem genes combinados ficam em terceiro lugar, totalizando 5,5 milhões de hectares. Perspectivas promissoras Segundo Attie, nos próximos anos, as três culturas importantes para o agronegócio brasileiro (soja, milho e algodão) continuarão aumentando a área com transgênicos, principalmente aqueles com genes combinados, os chamados stack genes. Na cultura da soja, a Céleres prevê que quase 90% do plantio do produto para a safra 2012/2013 utilize biotecnologia, um aumento de quase três milhões de hectares se comparado à safra do ano anterior. Nessa nova safra, a expectativa é de que milho inverno atinja quase sete milhões de hectares plantados com híbridos transgênicos, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Já o milho verão poderá chegar a 5,3 milhões de hectares com biotecnologia, um aumento de 7% em relação ao ano anterior. A consultoria também prevê que a área semeada com algodão transgênico cresça 93,6 mil hectares, cerca de 17%, e chegue a qua se 550 mil hectares, graças à maior adoção da tecnologia com tolerância a herbicidas. Para o analista da Céleres, a soja ainda deve ser o maior destaque nos próximos anos. Ele cita como exemplo o futuro lançamento da tecnologia INTACTA RR2 PRO da Monsanto, que traz três benefícios de grande interesse ao sojicultores em um único produto: tolerância ao herbicida glifosato; controle das principais lagartas da cultura da soja; e potencial aumento de produtividade. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Narciso Barison Neto, esses resultados mostram a grande aceitação da biotecnologia pelo agricultor brasileiro. Uma tecnologia que trouxe vantagens significativas não apenas para o aumento de produtividade, como também para a preservação ambiental. “O avanço da tecnologia está fortalecido em um binômio baseado em renda e conforto para o produtor. Somos o segundo país do mundo em adoção de biotecnologia, o que comprova que o agricultor bra sileiro é muito tecnificado”, afirma Barison. Para o presidente da Abrasem, as perspectivas para o agronegócio são promissoras, com a chegada ao mercado de novos produtos. “As novas tecnologias devem trazer ainda mais ganhos para a agricultura brasileira e mundial. Se pensarmos no crescimento da demanda por alimentos, ela torna-se indispensável”, ressalta.

 

ZooNews – APUCARANA – (PR) – 29/03/2013